Almanaque do Jeremias

Notas & Análise: A estupidez na cultura

Devemos sempre procurar assimilar e registrar.

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Aceleração dos acontecimentos e também do esquecimento são características essenciais do mundo contemporâneo. Por isso mesmo, não podemos deixar passar ou deixar para trás certas coisas. Devemos sempre procurar assimilar e registrar. Ao assistir a entrevista “chilique” de Regina Duarte, secretária de Cultura, exibida na CNN, em 7 de abril de 2020, tentei definir em uma palavra o que era aquilo mesmo que estava a assistir. Estava diante de uma estupidez? Investiguemos.

A palavra “estupidez”, resumindo o que dizem alguns dicionários da língua portuguesa, significa: “Ignorante, grosseiro”; “comportamento da pessoa estúpida”; “excesso de incivilidade”; “falta de cortesia”; “Asneira”; “ausência de discernimento”; “falta de inteligência”.

Pois bem. Toda a entrevista é uma aberração, assim como sua presença na secretaria é uma aberração. Analisemos algumas falas e comportamentos desta senhora da “cultura”. Não quero me ater aqui ao caráter, ou à possível perversidade moral, mas apenas às proposições/afirmações de uma servidora pública de umas das áreas mais nobres de qualquer país sério, a cultura.

É evidente o despreparo técnico, e até mesmo intelectual. Ora, o mínimo que se espera de alguém em qualquer discurso é conexão lógica. Quando não sem tem isso, restam apenas frases desconexas, risos à toa para disfarçar e um comportamento histérico. Ficou evidente que ela não entende nada, que não sabe nada. Esta senhora não consegue responder a uma simples pergunta da pasta sob sua responsabilidade.

Para além de um comportamento que demonstra deficiência intelectual eis algumas afirmações assustadoras que precisam ser guardadas e rechaçadas:

  1. “Na humanidade, não para de morrer [gente]. Por que as pessoas ainda ficam ó [chocadas]? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas costas”. Contexto: minimizando a ditadura.
  2. “Se você falar vida, do lado tem a morte. Sempre houve tortura, censura. Sou leve, estou viva. Estamos vivos, vamos ficar vivos? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”...
  3. “Será que eu vou ter que virar obituário? Quantas pessoas a gente está perdendo? Teve uma semana que foram três. Tem pessoas que eu não conheço. Aldir Blanc eu admiro, mas não conheci”... Contexto: tentando justificar o fato de a Secretaria de Cultura não emitir qualquer nota sobre as mortes de grandes aristas mortos recentemente.
A entrevista dissimulada foi interrompida, graças a Deus, pelo chilique da secretária ao dar um verdadeiro piti após se irritar com a exibição de um vídeo da atriz Maitê Proença com críticas à secretária da Cultura. A entrevista pode e deve ser vista aqui https://www.youtube.com/watch?v=v9gLHrP7RNw

Fonte

Antônio Balbino
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Notas & Análise: A estupidez na cultura

Antônio Balbino

Aceleração dos acontecimentos e também do esquecimento são características essenciais do mundo contemporâneo. Por isso mesmo, não podemos deixar passar ou deixar para trás certas coisas. Devemos sempre procurar assimilar e registrar. Ao assistir a entrevista “chilique” de Regina Duarte, secretária de Cultura, exibida na CNN, em 7 de abril de 2020, tentei definir em uma palavra o que era aquilo mesmo que estava a assistir. Estava diante de uma estupidez? Investiguemos.

A palavra “estupidez”, resumindo o que dizem alguns dicionários da língua portuguesa, significa: “Ignorante, grosseiro”; “comportamento da pessoa estúpida”; “excesso de incivilidade”; “falta de cortesia”; “Asneira”; “ausência de discernimento”; “falta de inteligência”.

Pois bem. Toda a entrevista é uma aberração, assim como sua presença na secretaria é uma aberração. Analisemos algumas falas e comportamentos desta senhora da “cultura”. Não quero me ater aqui ao caráter, ou à possível perversidade moral, mas apenas às proposições/afirmações de uma servidora pública de umas das áreas mais nobres de qualquer país sério, a cultura.

É evidente o despreparo técnico, e até mesmo intelectual. Ora, o mínimo que se espera de alguém em qualquer discurso é conexão lógica. Quando não sem tem isso, restam apenas frases desconexas, risos à toa para disfarçar e um comportamento histérico. Ficou evidente que ela não entende nada, que não sabe nada. Esta senhora não consegue responder a uma simples pergunta da pasta sob sua responsabilidade.

Para além de um comportamento que demonstra deficiência intelectual eis algumas afirmações assustadoras que precisam ser guardadas e rechaçadas:

  1. “Na humanidade, não para de morrer [gente]. Por que as pessoas ainda ficam ó [chocadas]? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas costas”. Contexto: minimizando a ditadura.
  2. “Se você falar vida, do lado tem a morte. Sempre houve tortura, censura. Sou leve, estou viva. Estamos vivos, vamos ficar vivos? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”...
  3. “Será que eu vou ter que virar obituário? Quantas pessoas a gente está perdendo? Teve uma semana que foram três. Tem pessoas que eu não conheço. Aldir Blanc eu admiro, mas não conheci”... Contexto: tentando justificar o fato de a Secretaria de Cultura não emitir qualquer nota sobre as mortes de grandes aristas mortos recentemente.
A entrevista dissimulada foi interrompida, graças a Deus, pelo chilique da secretária ao dar um verdadeiro piti após se irritar com a exibição de um vídeo da atriz Maitê Proença com críticas à secretária da Cultura. A entrevista pode e deve ser vista aqui https://www.youtube.com/watch?v=v9gLHrP7RNw

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