Almanaque do Jeremias

COVID-19:A PANDEMIA QUE IMPEDIU O CARNAVAL DE ILHÉUS EM 2021

Dos trios elétricos aos blocos afros e temáticos, a festa momesca na terra de Jorge Amado tomou doril por conta da Covid-29

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Os sons das charangas e mini trios que animavam as ruas dos bairros de Ilhéus, neste pandêmico ano de 2021 não vão ressoar e aquecer o coração de milhares de foliões na cidade. Berço mãe do Brasil, a princesinha do Sul e hoje intitulada a capital do interior, consolidou ao longo dos anos o carnaval cultural de rua com público local, atraindo também um número cada vez maior de turistas no mês mais festivo do ano. Dos trios elétricos aos blocos afros e temáticos, a festa momesca na terra de Jorge Amado tomou doril por conta da Covid-29, para que a população seja protegida do coronavírus, o inimigo invisível que vem ceifando a vida de muita gente, e agora, com uma variante mais forte que se alastra por todo o país.

Equipes de fiscalização vão monitorar as principais ruas de Ilhéus para a garantia do decreto municipal, que proíbe festas e qualquer tipo de aglomeração. Enquanto isso, o comércio vai funcionar normalmente nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, próximas segunda, terça e quarta-feira.

Veterano em matéria de carnaval, o músico ilheense Abdias José de Oliveira Filho, relembra como o bloco muringuetes marcou gerações por mais de 16 anos na cidade, mas chama a atenção da importância da população respeitar as medidas preventivas e não fazer aglomerações. “Neste 2021 a folia vai ter que ser poupada por questões de saúde pública. Por conta da Covid-19, não vamos poder fazer carnaval este ano. Mas no próximo, com a vacinação avançada e com a imunidade garantida, reviveremos essa festa maravilhosa e que é paixão nacional”, disse Abdias. Ele destacou como o carnaval cultural ganhou força na cidade. “Acho melhor o carnaval ter se estendido para os bairros. É uma nova realidade. Com o carnaval cultural, a pessoa não precisa sair do bairro dela para curtir a folia. Aqueles carnavais ficaram grandes demais”, contou.

Quem não viveu o galo da madrugada com o bloco Sá Pereira, os embalos dos blocos afros, inclusive alguns do Outeiro de São Sebastião, a tradição do Chapi-chapi da Conquista, a charanga de Seu Clério com o bloco Seca Copos, e os desfiles nas ruas do Hernani Sá, vai ter, em 2022, se assim acontecer, a oportunidade de vivenciar a cultura genuinamente ilheense do carnaval. Enquanto isso, fiquemos com os corações ao alto, as barbas de molho, com distanciamento social, máscara de proteção e o álcool em gel nas mãos.

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Redação Almanaque
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COVID-19:A PANDEMIA QUE IMPEDIU O CARNAVAL DE ILHÉUS EM 2021

15/02/2021 11:02


Os sons das charangas e mini trios que animavam as ruas dos bairros de Ilhéus, neste pandêmico ano de 2021 não vão ressoar e aquecer o coração de milhares de foliões na cidade. Berço mãe do Brasil, a princesinha do Sul e hoje intitulada a capital do interior, consolidou ao longo dos anos o carnaval cultural de rua com público local, atraindo também um número cada vez maior de turistas no mês mais festivo do ano. Dos trios elétricos aos blocos afros e temáticos, a festa momesca na terra de Jorge Amado tomou doril por conta da Covid-29, para que a população seja protegida do coronavírus, o inimigo invisível que vem ceifando a vida de muita gente, e agora, com uma variante mais forte que se alastra por todo o país.

Equipes de fiscalização vão monitorar as principais ruas de Ilhéus para a garantia do decreto municipal, que proíbe festas e qualquer tipo de aglomeração. Enquanto isso, o comércio vai funcionar normalmente nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, próximas segunda, terça e quarta-feira.

Veterano em matéria de carnaval, o músico ilheense Abdias José de Oliveira Filho, relembra como o bloco muringuetes marcou gerações por mais de 16 anos na cidade, mas chama a atenção da importância da população respeitar as medidas preventivas e não fazer aglomerações. “Neste 2021 a folia vai ter que ser poupada por questões de saúde pública. Por conta da Covid-19, não vamos poder fazer carnaval este ano. Mas no próximo, com a vacinação avançada e com a imunidade garantida, reviveremos essa festa maravilhosa e que é paixão nacional”, disse Abdias. Ele destacou como o carnaval cultural ganhou força na cidade. “Acho melhor o carnaval ter se estendido para os bairros. É uma nova realidade. Com o carnaval cultural, a pessoa não precisa sair do bairro dela para curtir a folia. Aqueles carnavais ficaram grandes demais”, contou.

Quem não viveu o galo da madrugada com o bloco Sá Pereira, os embalos dos blocos afros, inclusive alguns do Outeiro de São Sebastião, a tradição do Chapi-chapi da Conquista, a charanga de Seu Clério com o bloco Seca Copos, e os desfiles nas ruas do Hernani Sá, vai ter, em 2022, se assim acontecer, a oportunidade de vivenciar a cultura genuinamente ilheense do carnaval. Enquanto isso, fiquemos com os corações ao alto, as barbas de molho, com distanciamento social, máscara de proteção e o álcool em gel nas mãos.

Fonte: Redação Almanaque

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